Potencial de ação – Quando o melhor a fazer é viver!

Potencial de ação – Quando o melhor a fazer é viver!

Será que sou só eu … que às vezes só quero parar?

Uma das coisas que mais me caracteriza é o meu sentido prático. Sou daquelas pessoas que não gosta de enrolar e não tem tempo a perder. Aliás, esta minha característica, apesar de acreditar que me trouxe até onde estou hoje, é por vezes algo difícil de gerir, visto que se apresenta nos mais variados contextos da minha vida.

Detesto esperar pelo elevador, normalmente saio de casa, carrego logo no botão do elevador e, enquanto ele não chega, vou trancando a porta de casa e procurando as chaves do carro. Nunca na vida me passaria pela cabeça sair de casa, trancar a porta e só depois chamar o elevador … Que perda de tempo, afinal de contas esses segundos podem ser preciosos. Detesto conduzir porque nesse momento não posso fazer mais nada que considere útil. Enquanto passeio o cão, vou enviando SMS (ainda bem que não há multas para “texting while walking the dog”), durante o duche ouço uns áudio books, tomo o pequeno almoço e vejo as primeiras notícias … Enfim, digamos que gosto de ação.

Na minha vida profissional gosto das coisas para ontem. Na minha vida pessoal ontem já é tarde, isto para sofrimento de quem vive comigo que, por acaso, adora pensar e repensar em todas as possibilidades antes de tomar a decisão final. Imaginem como é a marcação das férias! Cheguei a trabalhar para uma pessoa que me dizia “Joana, não vás com tanta sede ao pote”. Aprendi muito com essa expressão e acrescentei uma parte da minha autoria “Se o pote se partir porque agi rapidamente, ainda tenho tempo para voltar atrás para ir buscar outro”. Será que sou só eu que já estou acelerada só de ler este texto? 🙂

Há uns tempos li a seguinte frase, “Se não estás a progredir, estás a regredir”. Será que isto é mesmo verdade? O que acontece é que há momentos em que não me apetece agir e ser guerreira, em que só me apetece despir a armadura e parar por um bocadinho. Há dias em que não me apetece ter de lutar, em que não me apetece ser a heroína, mas sim a personagem que precisa de ser salva.

Há dias assim, mas a esses momentos gosto de chamar “tempo de recuperação com qualidade”. São esses dias que me dão a energia que preciso para voltar a vestir a armadura e, quem sabe, calçar as luvas de boxe e ser guerreira outra vez. Porque o mais importante não é o resultado final, mas sim a maneira como nos sentimos durante a viagem até lá, certo? No outro dia, dei por mim a pensar que estar motivada é um bocadinho como estar apaixonada. Só pensamos na mesma coisa. Para onde quer que olhemos, tudo serve para nos lembrar desse assunto ou para nos dar uma nova ideia. Ficamos até altas horas da noite atentos a isso e nem nos lembramos que estamos cansados ou que ainda não jantámos. E a verdade é que, nesses momentos, não estamos em esforço, nem a fazer sacrifícios, estamos completamente apaixonados. Por isso é que parar nem nos passa pela cabeça porque não há nada que nos dê mais prazer naquele momento.

Sou acelerada, sim. Sou focada na ação, sim. Gosto de fazer acontecer, certamente. Preciso de me deitar na cama à noite e pensar que estou um pouco mais perto, sem dúvida. A melhor parte é que me divirto a ser assim e se, de vez em quando, tiver de parar e apenas viver, tudo bem. Se, de vez em quando, tiver de esperar pelo elevador …..
Bom, não vou tão longe.

A sua Coach,
Joana Areias

5 Comments

  1. 2-2-2014

    Olá Joana,
    Sou muito grato por partilhares comigo a tua bastíssima experiência que adquiristes ao longo das tuas escolhas, que a vida te proporcionou, através do reveses da quilo que procuravas, deixar de ter a devida importância na tua vida. Mas pelo que expressas no teu e-book, sabes bem quem és o que queres e o que tencionas fazer? Isso é muito rico, inovador, bonito e muito bom. Pois há muita gente que não tem esse conhecimento: de saber quem somos, de onde viemos, o porque viemos, o que estamos cá a fazer e para onde vamos!…
    Gostei do exemplo da história do teu irmão. Também admiro imenso a sua viagem inspiradora para chegar até mim. Adorei ler o que descreve no seu e-book. Assim como a discrição da equação do PORQUÊ?
    Gostaria de resolve-la. Eu próprio!…?

    Sinto que o tempo voa depressa demais a meu ver, resta pouco para tomar o caminho de volta a casa!…
    Obrigado. Um grande abraço do irmão na LUZ,NAMASTÉ Joana Areias

  2. 1-28-2014

    Hehehe quero ser assim. Eu tenho perdido muito tempo em coisas que não me levará a realização de meus desejos e objetivos e agora buscarei seguir seu exemplo joana Areias.

  3. 1-21-2014

    Olá Joana,
    Eu tambem ja fui assim. Me chamavam de eletrica. Eu nao parava. Fazia mil e uma coisa ao mesmo tempo. Mas como voce definiu bem, quando fazemos uma coisa que gostamos é como se estivessemos apaixonada. Nao vemos passar o tempo, parece vemos a coisa por toda parte ou qualquer coisa que faça relaçao. Porem devemos tomar alguns cuidados para nao exagerar na dose. Eu mesma fiz a bestereira de entrar madrugada a dentro, por nao encontrar tempo durante o dia e para ficar em dias com minha devoçao e adoeci. Por isso concordo com voce que devemos respeitar os Sinais que nosso corpo envia como alerta e parar. Parar e relaxar faz parte do processo. Precisamos repor as energia.Beijinhos.

  4. 1-20-2014

    Já fui assim. Hoje estou num ritmo mais lento, porém sem perder a praticidade.

  5. 1-20-2014

    Na minha história de vida tenho sido meio de extremos,ou faço tudo ou acabo fazendo nada, quando me apaixono por um objetivo sou muito determinado até conseguir o sucesso mais infelizmente não sou bom em manter os resultados, acabo perdendo o foco desanimando e deixando a paixão se perder na rotina de manter a nova conquista profissional. Nesse exato momento estou meio que perdido sobre como recomeçar, sinto que tenho deixado o medo de um novo fracasso me paralisar então estou muito seletivo para não começar algo somente por impulso.
    Enfim estou sem segurança para arriscar uma nova opção para recomeçar!
    Grande abraço e obrigado pelo seu texto.

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