O medo de falhar

O medo de falhar

World Trip Day 168- Quando dou por mim com medo de falhar, já sei que estou a juntar dois assuntos que não devem ser misturados.

Estou a misturar o meu valor pessoal com os resultados que eu tenho. Mas uma coisa é quem eu sou, outra coisa são os resultados que eu tive numa determinada situação. Se tu tiveres um resultado espetacular não vais ficar mais espetacular por isso. Irás continuar tão espetacular como sempre foste. O mesmo acontece quando tens um resultado fraco. Isso não vai fazer de ti mais fraco do que és. Continuarás a ser tão fraco como sempre foste.

O teu resultado e a pessoa que tu és e o valor que tu tens são coisas diferentes. O trabalho que podes fazer contigo mesmo é separares estes dois conceitos. Para te ajudar, se estiveres com medo de falhar, a sugestão que te deixo é pensares seriamente nos riscos que corres e no que pode realmente correr mal. Podes mesmo fazer uma lista de todas essas possibilidades assustadoras e dos filmes de terror que estás a criar na tua cabeça. Pensa sobre tudo o que pode acontecer e depois reflete sobre como irás lidar com essas consequências. Pensa em 5 soluções para cada uma dessas situações assustadoras.

Quando faço este exercício relembro-me sempre de duas coisas importantes e que me ajudam a diminuir o medo de falhar: 1° eu vou saber lidar com tudo o que surgir e 2° eu sou eu e o meu resultado é o meu resultado.

Por outro lado, se já tens muito sucesso em alguma área e estás com receio de perderes esse sucesso, ao problema da percepção do valor pessoal que referi anteriormente junta-se ainda a falta de fontes de significância.

Quando nos hiperidentificamos com um determinado resultado que temos, seja profissional, seja físico, seja no nosso papel de pai ou mãe, colocamos nesse resultado o poder de nos oferecer a completa percepção do nosso valor pessoal. Ou seja, consideramos que somos o que somos pelos resultados que tivemos nessa área. Quando essa área de vida se altera e deixamos de ter esse input de significância percebemos que nos tornámos reféns de nós mesmos e da nossa necessidade de sucesso para nos considerarmos valiosos e significativos.

Seja porque a nossa empresa passa por uma má fase, seja porque ganhamos uns quilos a mais, seja porque os nossos filhos seguem as suas vidas tornando-nos insignificantes para eles, nesse momento não sabemos quem somos. Ficamos desprovidos da nossa identidade exageradanente identificada com um determinado tipo de resultado.

Eu podia agora dizer-te que nesta situação deves aprender a gostar de ti mesmo e a perceber que a tua significância deve vir de dentro e não de um determinado resultado, mas também sei que o que não faltam por aí são dicas para conseguires fazer isso, ou pelo menos tentares fazer.

Nesta situação deixo-te uma sugestão mais prática que é enriqueceres a tua vida com várias fontes de significância e amor para que na queda de uma delas, tenhas a possibilidade de te agarrar a um outro pilar. Por exemplo, se obténs a maior parte da tua significância a partir do teu papel de mãe, experimenta explorar outras áreas como a área profissional, a área da tua saúde e nível de fitness, a tua vida romântica ou um hobbie qualquer que te apaixone.

Encontra outras vias para te sentires valioso, relevante, significativo. E lembra-te, de certeza que há muitas coisas em que és atualmente importante e significativo e podes nem estar a reparar nelas ou a valorizá-las o suficiente.

Mas ficas a saber … só por teres lido tudo até aqui quero que saibas que para mim já és muito valioso  obrigada por estares desse lado.

Tem uma linda noite!
Jo