Feliz dia da Mãe

Feliz dia da Mãe

Hoje em contexto das celebrações do dia da mãe perguntaram-me quando me iria juntar às celebrações deste dia tornando-me mãe também eu. Normalmente a minha resposta é um “logo se vê” ou um sincero “não sei”, mas hoje pela primeira vez respondi instintivamente de maneira diferente. Disse: “Eu já sou mãe. Sou mãe de muita gente”.

A “Mãe” e tudo aquilo que este arquétipo simboliza está dentro de ti, de mim e de todas as pessoas. Os seus atributos fazem parte de cada um de nós eeste ano pela primeira vez senti que faço parte deste dia celebrando-o e ritualizando-o não apenas como filha mas também como mãe. Uma mãe que cria. Uma mãe que dá vida. Uma mãe que apoia e que dá colo. Uma mãe que segura, que ampara, que aceita, que compreende e que valida. Uma mãe que cuida. Uma mãe que sabe o que tu és e o que podes vir a ser. Uma mãe que vê a criança divina que há em ti. Uma mãe que te ama incondicionalmente.

Por isso, hoje desejo-te um lindo dia da Mãe, aquela mãe que há em ti sejas homem, mulher, mãe ou filha. E claro, a ti que és realmente, na prática mãe de alguém, muito obrigada! Tens o trabalho mais difícil do mundo. Um dia de celebrações não te faz justiça.

Deixo-te um pequeno excerto do livro do Jung que estou a ler neste momento. Espero que gostes.

Feliz dia da Mãe 
Jo 💜

“Like any other archetype, the mother archetype appears under an almost infinite variety of aspects. First in importance are the personal mother and grandmother, stepmother and mother-in-law; then any woman with whom a relationship exists – for example, a nurse or governess or perhaps a remote ancestress. Then there are what might be termed mothers in a figurative sense. To this category belongs the goddess, and especially the Mother of God, the Virgin and Sophia. Mythology offers many variations of the mother archetype (…) Other symbols of the mother in a figurative sense appear in things representing the goal of our longing for redemption, such as Paradise, the Kingdom of God, the Heavenly Jerusalem (…) The qualities associated with it are maternal solicitude and sympathy; the magic authority of the female; the wisdom and spiritual exaltation that transcend reason; any helpful instinct or impulse; all that is benign; all that cherishes and sustains, that fosters growth and fertility. The place of magic transformation and rebirth, together with the underworld and its inabitants, are presided over by the mother.”
C.G. Jung, in “The Archetypes and the Collective Unconscious”

Art by: Gustav Klimt