Dizer “Ambos” – A energia do dinheiro

Dizer “Ambos” – A energia do dinheiro

O que preferias ser … Feliz e Pobrezinha OU Infeliz e Abastada?”.

 

Quando me fazem esta pergunta respondo sempre que preferia ser Feliz E Abastada. Normalmente a pessoa fica a olhar para mim com uma cara de admiração como se para ela fosse uma surpresa o facto de existir outra possibilidade.

Na área do desenvolvimento pessoal vejo muitas pessoas a escolherem o seu lado espiritual em detrimento da sua estabilidade financeira, como se para viver como um ser espiritual fosse obrigatório viver com dificuldades. Quando me dizem “O dinheiro para mim não é importante” a minha pergunta seguinte é “Estás com dificuldades financeiras, certo?” e normalmente recebo um embaraçado “Sim”.

Compreendo que estamos numa sociedade altamente consumista e que por vezes esse frenesim de estímulos nos afasta de nós mesmo e não estou de todo a defender esse estilo de vida. O que me custa compreender é a necessidade de dizer “OU” em vez de “E”, sendo que esta forma de pensar vem de uma perspetiva de escassez. Parece que muitas pessoas pensam que se forem abastadas isso implicará que outras pessoas vão ficar com dificuldades financeiras ou, ao contrário, é por haver pessoas abastadas que outros seres humanos estão com dificuldades financeiras. Não querendo entrar num debate ideológico, a verdade é que nenhum de nós pode ficar suficientemente pobre para que as pessoas à nossa volta fiquem abastadas. Assim como nenhum de nós pode ficar suficientemente deprimido para que alguém das nossas relações fique feliz. Isto quer dizer que por muito que nos prejudiquemos, isso não vai melhorar nada em nosso redor. Muito pelo contrário, é bem mais provável que quando começarmos a voar levemos as pessoas que amamos connosco. Se neste momento está a viver desafios nesta área, muito provavelmente é porque tem em si algumas destas crenças.

 

Que crenças limitadoras tem em relação ao dinheiro? Que frases ouvia dizer sobre o dinheiro enquanto crescia?

Aqui estão alguns exemplos: “O dinheiro é sujo”, “O dinheiro é a fonte de todos os males”, “Dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus”, “O dinheiro cala a verdade”, “A bondade vale mais que o dinheiro”, etc.

 

Deixo-lhe algumas sugestões:

1-  Conheça as crenças que o estão a limitar nesta área e encontre situações em que essas crenças não se apliquem. Por exemplo: Se uma das suas crenças é que “Os ricos são desonestos”, encontre alguém que conheça e que seja abastado e ao mesmo tempo tenha fortes valores de honestidade e lealdade.

2-  Perceba que na vida nem sempre tem de dizer “OU” e pergunte-se como pode passar a dizer “E”. Quais as soluções que poderão existir num mundo infinito de possibilidades, para viver as duas coisas ao mesmo tempo. Comece a criar as suas novas crenças numa perspetiva de abundância.

3-  Quando definir para si um objetivo monetário, defina um que implique uma consequência não monetária. Comece assim: “Este ano o meu objetivo monetário é”, por exemplo: oferecer uma viagem aos seus pais; contratar uma senhora para ir fazer os tratamentos a casa do seu avô para ele não ter de se deslocar; colocar os meus filhos nas aulas de equitação como eles sempre sonharam; ir com a minha mulher passar o fim de ano no calor; ir com o meu marido a um curso de mergulho como ele sempre quis fazer.

Quando fizer estas pequenas mudanças vai ver a energia do dinheiro a fluir muito mais facilmente na sua vida. Já agora, quando isso acontecer, aproveite para ajudar outras pessoas em seu redor, quem sabe partilhando estas sugestões com elas 😉

Até breve,
A sua Coach
Joana Areias